quinta-feira, 26 de agosto de 2010
A vida é um jogo.
É tudo tão paradoxial e tão óbvio. Quanto mais diferente, mais parecido é.
Mas bem, nada disso tem a ver com o filme que está logo abaixo.
Esta tal dessa câmera é o que há! Tudo e todos ficam mais bonitos quando caem nas graças dessas mágicas lentes. Quem não gosta dela é o computador, coitado, que tem que aguentar a carga dos vídeos em HD.
Os créditos estão bem retalhados, faltam funções como figurino, maquiagem e cenário, e ainda os agradecimentos. É que eu queria encurtar a parte chata. Que garoto ingênuo! Que garoto ingênuo.
Aprendi que crétidos são importantes. Pode parecer que ninguém lê. Mas lêem.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Síto do Pica-Pau Hardcore
Interpretação pessoal é o que faz a arte ser tão incrível. E que tal este ângulo da obra de Lobato?
Algo é imortal e atual quando constantemente parodiado. Gosto deste vídeo justamente por cumprir esta função.
Divertido de fazer e divertido de assistir.
domingo, 22 de agosto de 2010
Diálogo
Talvez eu seja dialoguista.
Gosto muito de escrever diálogos, descrever ambientes e ações é chato. Talvez por que eu ainda não aprendi a fazer direito. Mas também não aprendi a fazer diálogos direito. Aí está um texte (texto teste):
- Opa Doutor, deixe comigo. É 10 reais.
- 10 reais? Pra que?
- Pra guardar o carro.
- Como assim guardar o carro?
- O senhor não vai deixar ele aqui na rua?
- Vou.
- Então! É 10 reais para eu ficar tomando conta dele. Pra que nada aconteça com ele. Quando o senhor voltar o carro vai ta aqui interinho.
- Você quer 10 reais para ficar tomando conta é?
- É! É que tem uns camaradas aí que vez por outra inventa de quebrar um farol, arrancar o retrovisor, sabe como é? Mas o senhor pode ficar sossegado que comigo aqui nada disso acontece, é só deixar uns 10 reais para eu tomar um cafezinho ali depois.
- É mesmo é? Tem gente que quebra os carros por aqui? Meu Deus! E o que essa gente ganha fazendo isso?!
- Sei la, doutor. É esse pessoal aí, vândalos, os cheira cola, que quer fazer algazarra e fica inventando coisa.
- Então muito obrigado pelo aviso, vou estacionar em outro lugar.
- Não, doutor! Deixe o carro aí. Vai ficar rodando atrás de vaga ? Pode deixar comigo, eu tomo conta.
- Não, rapaz. Obrigado pela boa vontade. Mas é perigoso deixar aqui.
- Mas doutor, isto é em todo lugar. Pode ter certeza! Todo lugar tem disso. O senhor não vai achar nenhuma vaga aqui pelas ruas que seja segura, não. A parte mais segura é essa rua aqui, é onde eu tomo conta.
- Mas eu sempre estaciono nas ruas e nunca me aconteceu disso.
- Ainda bem né, doutor? Graças à Deus que você nunca teve que passar por uma situação dessas. Mas para garantir que não aconteça, deixe o carro aqui comigo. Eu tomo conta.
- Ta certo...então muito obrigado, até mais.
- É 10 reais.
- Eita, é mesmo! Então, precisa tomar conta não. Se é assim em todo lugar, e eu sempre estacionei por aí e corri o risco, então não tem problema eu arriscar mais uma vez.
- Ah não, pra ficar aqui tem que dar 10 reais! Pode não.
- Que história é esta de “tem que dar”?! Como assim?
- Se você deixar o carro, aí vai tomar o espaço de outro cliente. E aí, como é que eu fico? Vai me prejudicar!
- Meu amigo, a rua é sua por acaso?... Me perdoe, mas eu posso deixar o carro onde eu quiser! Olha, se eu pedisse para você tomar conta dele eu te dava um dinheirinho, se você me ajudasse a fazer a manobra até dava alguns trocados. Mas 10 reais?! Por favor, né? Tenha uma boa tarde!
- Doutor, me escute bem, não queira complicar as coisas. É melhor o senhor pagar que tudo fica certo. Imagina só que quando o senhor volte, aquela pedra ali está afundada no capô do carro. Ou então aquele pedaço de madeira vou usado para quebrar o para-brisa. Ou então esta minha mão arrebenta a sua cara. Então, doutor? Num é melhor o senhor só pagar 10 reais e resolver tudo aqui, evitar tudo isso?
- Hum..... sei, entendi.....se a situação é esta, parece que você tem razão. Pode tomar conta do carro, eu pago os 10 reais.
- Então! Pode ficar tranqüilo mesmo, que eu garanto que nada daquilo vai acontecer. O seu carro vai estar aí ó, do mesmo jeitinho que o senhor deixou.
- Muito obrigado... bem...10 reais, ne?. ... 20... 20... 20... eu tenho certeza que eu tinha uma nota de 10, tsc!.....50....cadê?........ 10!! Ta aqui, 10 reais. Pronto, quero meu carro são e salvo dos vândalos cheira-cola!
- Pode deixar, doutor! Eles não vão nem chegar perto.
- Boa tarde.
- Vá na paz, doutor.
Será que existe teorias de como se escrever uma conversa?
Deve existir, existe livro e teoria para tudo!
Acredito que o diálogo fica milhões de vezes melhor quando o ator, dentro do personagem, reformula e acrescenta.
Queria ver isto filmado.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Zumbis recifenses
Tinhamos que fazer um filme de monstro. Eu estava me esforçando para criar alguma história em que ninguém tivesse que passar vergonha, afinal, os atores seríamos nós mesmos. Mais aí, eis que deicidem filmar isto:
Não achei ruim. Muito pelo contrário!
Agora já sei que as pessoas topam fazer mais coisas do que eu pensei! Estou mais livre para a criação dos meus roteiros. Se alguém topa se passar por um zumbi dançarino de swingueira, então não há muitos papéis que ele recuse fazer.
Pode parecer que estou detonando a moral dos atores, mas um dos zumbis aí sou eu! E olhe que eu ia ser o câmera, mas covenhamos, é muito mais divertido ser zumbi!!!
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Bobagem
Escutando o rádio passou uma música de ritmo legal, que eu já tinha ouvido algumas vezes: "Do lado de cá", de Chimarruts. Percebi que a letra é um convite para o suicídio. Prestem atenção:
Se a vida às vezes da uns dias de segundos cinzas
e o tempo tic taca devagar
Ponha o teu melhor vestido, brilha teu sorriso
Vem pra cá, vem pra cá
Se a vida muitas vezes só chuvisca, só garoa
e tudo não parece funcionar
Deixe esse problema à toa, pra ficar na boa
Vem pra cá
Do lado de cá, a vista é bonita
a maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá, tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
A vida é agora, vê se não demora,
Pra recomeçar é so ter vontade de felicidade pra
pular
Do lado de cá, a vista é bonita
a maré é boa de provar
Do lado de cá, eu vivo tranquila
E o meu corpo dança sem parar
Do lado de cá, tem música, amigos e alguém para amar
Do lado de cá
O "lado de cá" seria o outro plano.
Se a vida é sem graça, se mate e venha para o paraíso.
"A vida é agora, vê se não demora," A vida é passageria, deixe de se apegar a tempo pouco.
"Pra recomeçar é so ter vontade de felicidade pra pular" Recomeçar= encarnação no outro mundo. E... vontade de PULAR!
Vai ver que todo mundo já sabe disso e a minha ficha caiu agora. Ou eu é que sou gótico e não sei. De qualquer forma, hoje percebi uma coisa que talvez nunca reparasse.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Erros que fiz de propósito.
Os jogos dos oito erros que fiz para o Jornal do Comércio passaram a ser publicados ontem. Infelizmente ainda não pude ver impresso.
Pelo que sei, este é o de hoje:

Sair no jornal foi mais fácil do que eu pensei. Fico imaginando crianças caçando os erros abraçadas com seus pais, eles dando o auxílio quando a dificuldade é maior. Ou senhores sentados na fila do banco com os óculos na ponta do nariz, rindo enquanto marcam alguma área do desenho com um X. O treino e a diversão na confecção dos jogos valem mais do que o pagamento em dinheiro.
Fizeram-me uma pergunta retórica hoje: para que serve um crítico de cinema?
Acontece que eu não sei responder. Pura ignorância minha, admito. Não leio críticas.
Mesmo por que, para mim, elas são só opiniões de pessoas desconhecidas.
Como pode alguém julgar arte? Um bom crítico é um bom julgador. Mas é bom ser julgador?
Estou pagando uma cadeira de crítica de cinema, ao término deste ano não sei qual será minha opinião a respeito, deixo este post já para fazer futuras comparações. Seja ela qual for, não será mais prejudicada pela falta de informação.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Vida caminhando
É como cheirar um alimento enquanto ele assa. Não se sabe bem quando ou como, mas aos poucos vamos delicadamente notando quando ele está mais lá do que cá. Posso perceber os tempos mudando. Ainda bem, ainda bem mesmo, que é para melhor.
Agora apresento um mini-documentário, feito também no projeto Telinha na Escola.
Eu nunca tinha arriscado fazer um documentário. Vi que é mais fácil do que eu pensei. É muito bom fazer estas pequenas experiências. Pelo menos agora conheço a idéia do processo.
Hoje, recebi a notícia de que fui selecionado para ser um estagiário do Telinha na Escola!! Estou muito feliz! Foi uma vaga que vi inventada especialmente para mim. A linha de idéia deles se assemelha com a minha. Esforcei-me e fui recompensado.
Esta pequena revelação da vida pessoal tem seu direito aqui. Uma vez que foi por conta desses vídeos que o blog foi criado. Já fica avisado que mais vídeos virão.
Por enquanto, não mais ficarei perdido e entediado. Fui salvo.